Demerara: O romance de estreia de Wagner G. Barreira conta a trajetória do jovem Bernardo, que embarca no navio que trouxe a gripe espanhola para o Brasil — e dá nome ao livro.
     Bernardo nasceu na Galícia, no norte da Espanha. Ainda criança foi para um orfanato na cidade de Vigo, onde estudou e perdeu a chance de se tornar padre. Em 1918, dois anos após deixar a instituição, leva uma vida errante, vivendo de pequenos golpes ao redor do porto. Convencido por um amigo e precisando desaparecer por um tempo, embarca no vapor Demerara a caminho da América do Sul, na mesma viagem que trouxe a pandemia de gripe espanhola para o continente.
     Mistura de ficção e eventos históricos, o livro de Wagner G. Barreira dá voz ao narrador personagem ao relatar a travessia do Atlântico, a acusação de ter assassinado o amigo, a prisão em Santos, a convivência com infectados pelo vírus, a fuga para São Paulo e as dificuldades de adaptação na cidade em construção pelas mãos de imigrantes de todo o mundo.
     Demerara nasceu a partir de conjeturas sobre as origens do avô paterno de Barreira. De Bernardo, o protagonista e narrador, pouco se sabe de fato: era galego, chegou ao Brasil no navio Demerara e morreu no dia do batizado do único filho. Fora esses três fatos, tudo mais é ficção, tentativa de recriar a vida do antepassado a partir do ponto de vista do escritor, que fez uma abrangente pesquisa sobre os fatos históricos do período.

A sucessora: A sucessora une prosa intimista e psicológica ao dar voz a uma protagonista feminina: Marina, uma jovem recém-casada que após uma romântica lua de mel muda-se para a mansão do marido, o milionário Roberto Steen. Ao entrar em sua nova residência, depara-se com um imponente retrato de Alice, a primeira mulher de Roberto, falecida poucos meses antes de Marina e ele se conhecerem. Alice era dona de uma personalidade exuberante e um ícone da sociedade carioca, enquanto Marina, criada na fazenda da família, sempre levou uma vida simples e distante dos costumes liberais da cidade grande. Marina é então invadida por sentimentos de insegurança e inadequação. Afinal, numa vida em que todos – involuntariamente ou nem tanto – a comparam à primeira Madame Steen, será que seu amor por Roberto resistirá ao fantasma de uma mulher tão especial?
     A sucessora é um romance envolvente escrito por Carolina Nabuco, uma das primeiras mulheres brasileiras a atuar como escritora. Publicado em 1934, alcançou grande sucesso editorial, recebendo várias reedições no Brasil. Em 1941, com o Oscar de melhor filme para Rebecca, a mulher inesquecível, do diretor Alfred Hitchcock, um debate internacional teve início: o romance que inspirou o filme, da inglesa Daphne du Maurier, publicado em 1938, teria sido plágio de A sucessora. A semelhança entre os romances foi reconhecida por críticos literários da época, e não se trata de mera coincidência: antes da publicação, Carolina Nabuco enviou ao agente literário da escritora inglesa os originais de seu livro, traduzidos por ela mesma para o inglês. Nabuco, contudo, preferiu evitar conflitos judiciais.
     Décadas mais tarde, a narrativa de A sucessora foi adaptada para o formato de telenovela por Manoel Carlos e exibida com sucesso pela Rede Globo entre 1978 e 1979, tendo Susana Vieira no papel de Marina.

Para saber mais sobre cada um dos livros e ler um trecho de cada obra, visite as páginas de Demerara e de A sucessora.

SOBRE AS AUTORAS
Wagner G. Barreira
 nasceu em São Paulo, em 1962, cidade onde vive com seus três filhos. É jornalista, trabalhou na revista Veja, no jornal O Estado de S.Paulo e teve passagens por TV Cultura, Jornal do Brasil e revista Aventuras na História. Foi o primeiro diretor editorial de mídias digitais da Editora Abril. Também atuou como professor de Técnicas de Reportagem e Teoria do Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em 2018, escreveu a biografia Lampião & Maria Bonita: uma história de amor e balas (Editora Planeta).

Carolina Nabuco nasceu no Rio de Janeiro, em 1890. Passou a adolescência nos Estados Unidos, onde o pai, o estadista e abolicionista Joaquim Nabuco, era embaixador do Brasil. Tornou-se importante escritora já ao publicar seu primeiro livro: a biografia de seu pai, em 1928, obra que no ano seguinte receberia o Prêmio de Ensaio da Academia Brasileira de Letras.
     Apesar da educação recebida no exterior, possuía um espírito altamente brasileiro. Atuou como escritora e tradutora e levou uma vida discreta. Não se casou nem teve filhos.
     Além de A vida de Joaquim Nabuco e de A sucessora, é também autora, entre outros livros, de Chamas e cinzas (romance, 1947), Visão dos Estados Unidos (viagem, 1953), Santa Catarina de Sena (biografia, 1957), A vida de Virgílio de Melo Franco (biografia, 1962), Retrato dos Estados Unidos à luz da sua literatura (crítica literária, 1967), O ladrão de guarda-chuva e dez outras histórias (coletânea de contos, 1969) e Oito décadas (memórias, 1973).
     Em 1978, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Quatro anos depois, em agosto de 1981, faleceu em decorrência de um ataque cardíaco, aos 91 anos, em sua casa na rua Marquês de Olinda, no Rio de Janeiro.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Título: Demerara
Autor: Wagner G. Barreira
Editora: Instante
ISBN: 978-65-87342-07-8
E-ISBN: 978-65-87342-06-1
Formato: 13,5 cm x 20,5 cm
Número de páginas: 152
Edição: 1a
Ano de lançamento: 2020

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Título: A Sucessora
Autora: Carolina Nabuco
Editora: Instante
ISBN: 978-85-52994-02-2
E-ISBN: 978-85-52994-08-4
Formato: 13,5 cm x 20,5 cm
Número de páginas: 200
Edição: 1a
Ano de lançamento: 2018

Demerara e A sucessora são publicações da Editora Instante.

Combo - Início do Século XX

R$84,90
Frete grátis
Combo - Início do Século XX R$84,90

Demerara: O romance de estreia de Wagner G. Barreira conta a trajetória do jovem Bernardo, que embarca no navio que trouxe a gripe espanhola para o Brasil — e dá nome ao livro.
     Bernardo nasceu na Galícia, no norte da Espanha. Ainda criança foi para um orfanato na cidade de Vigo, onde estudou e perdeu a chance de se tornar padre. Em 1918, dois anos após deixar a instituição, leva uma vida errante, vivendo de pequenos golpes ao redor do porto. Convencido por um amigo e precisando desaparecer por um tempo, embarca no vapor Demerara a caminho da América do Sul, na mesma viagem que trouxe a pandemia de gripe espanhola para o continente.
     Mistura de ficção e eventos históricos, o livro de Wagner G. Barreira dá voz ao narrador personagem ao relatar a travessia do Atlântico, a acusação de ter assassinado o amigo, a prisão em Santos, a convivência com infectados pelo vírus, a fuga para São Paulo e as dificuldades de adaptação na cidade em construção pelas mãos de imigrantes de todo o mundo.
     Demerara nasceu a partir de conjeturas sobre as origens do avô paterno de Barreira. De Bernardo, o protagonista e narrador, pouco se sabe de fato: era galego, chegou ao Brasil no navio Demerara e morreu no dia do batizado do único filho. Fora esses três fatos, tudo mais é ficção, tentativa de recriar a vida do antepassado a partir do ponto de vista do escritor, que fez uma abrangente pesquisa sobre os fatos históricos do período.

A sucessora: A sucessora une prosa intimista e psicológica ao dar voz a uma protagonista feminina: Marina, uma jovem recém-casada que após uma romântica lua de mel muda-se para a mansão do marido, o milionário Roberto Steen. Ao entrar em sua nova residência, depara-se com um imponente retrato de Alice, a primeira mulher de Roberto, falecida poucos meses antes de Marina e ele se conhecerem. Alice era dona de uma personalidade exuberante e um ícone da sociedade carioca, enquanto Marina, criada na fazenda da família, sempre levou uma vida simples e distante dos costumes liberais da cidade grande. Marina é então invadida por sentimentos de insegurança e inadequação. Afinal, numa vida em que todos – involuntariamente ou nem tanto – a comparam à primeira Madame Steen, será que seu amor por Roberto resistirá ao fantasma de uma mulher tão especial?
     A sucessora é um romance envolvente escrito por Carolina Nabuco, uma das primeiras mulheres brasileiras a atuar como escritora. Publicado em 1934, alcançou grande sucesso editorial, recebendo várias reedições no Brasil. Em 1941, com o Oscar de melhor filme para Rebecca, a mulher inesquecível, do diretor Alfred Hitchcock, um debate internacional teve início: o romance que inspirou o filme, da inglesa Daphne du Maurier, publicado em 1938, teria sido plágio de A sucessora. A semelhança entre os romances foi reconhecida por críticos literários da época, e não se trata de mera coincidência: antes da publicação, Carolina Nabuco enviou ao agente literário da escritora inglesa os originais de seu livro, traduzidos por ela mesma para o inglês. Nabuco, contudo, preferiu evitar conflitos judiciais.
     Décadas mais tarde, a narrativa de A sucessora foi adaptada para o formato de telenovela por Manoel Carlos e exibida com sucesso pela Rede Globo entre 1978 e 1979, tendo Susana Vieira no papel de Marina.

Para saber mais sobre cada um dos livros e ler um trecho de cada obra, visite as páginas de Demerara e de A sucessora.

SOBRE AS AUTORAS
Wagner G. Barreira
 nasceu em São Paulo, em 1962, cidade onde vive com seus três filhos. É jornalista, trabalhou na revista Veja, no jornal O Estado de S.Paulo e teve passagens por TV Cultura, Jornal do Brasil e revista Aventuras na História. Foi o primeiro diretor editorial de mídias digitais da Editora Abril. Também atuou como professor de Técnicas de Reportagem e Teoria do Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em 2018, escreveu a biografia Lampião & Maria Bonita: uma história de amor e balas (Editora Planeta).

Carolina Nabuco nasceu no Rio de Janeiro, em 1890. Passou a adolescência nos Estados Unidos, onde o pai, o estadista e abolicionista Joaquim Nabuco, era embaixador do Brasil. Tornou-se importante escritora já ao publicar seu primeiro livro: a biografia de seu pai, em 1928, obra que no ano seguinte receberia o Prêmio de Ensaio da Academia Brasileira de Letras.
     Apesar da educação recebida no exterior, possuía um espírito altamente brasileiro. Atuou como escritora e tradutora e levou uma vida discreta. Não se casou nem teve filhos.
     Além de A vida de Joaquim Nabuco e de A sucessora, é também autora, entre outros livros, de Chamas e cinzas (romance, 1947), Visão dos Estados Unidos (viagem, 1953), Santa Catarina de Sena (biografia, 1957), A vida de Virgílio de Melo Franco (biografia, 1962), Retrato dos Estados Unidos à luz da sua literatura (crítica literária, 1967), O ladrão de guarda-chuva e dez outras histórias (coletânea de contos, 1969) e Oito décadas (memórias, 1973).
     Em 1978, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Quatro anos depois, em agosto de 1981, faleceu em decorrência de um ataque cardíaco, aos 91 anos, em sua casa na rua Marquês de Olinda, no Rio de Janeiro.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Título: Demerara
Autor: Wagner G. Barreira
Editora: Instante
ISBN: 978-65-87342-07-8
E-ISBN: 978-65-87342-06-1
Formato: 13,5 cm x 20,5 cm
Número de páginas: 152
Edição: 1a
Ano de lançamento: 2020

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Título: A Sucessora
Autora: Carolina Nabuco
Editora: Instante
ISBN: 978-85-52994-02-2
E-ISBN: 978-85-52994-08-4
Formato: 13,5 cm x 20,5 cm
Número de páginas: 200
Edição: 1a
Ano de lançamento: 2018

Demerara e A sucessora são publicações da Editora Instante.